domingo, 3 de junho de 2012


AURICULOTERAPIA

Auriculoterapia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Auriculoterapia é uma forma de reflexoterapia que concentra sua ação naorelha.
Auriculoterapia é uma forma, de medicina alternativa, baseada na idéia de que a orelha é um microssistema, com o corpo inteiro, representado no pavilhão auricular, a parte externa da orelha[1]. Então, uma técnica dediagnóstico e tratamento baseada no pavilhão auricular. Aurículo (orelha) + terapia (tratamento), ou seja, um tratamento através da orelha. O têrmo se refere a uma modalidade de reflexoterapia, não deve ser confundido com a Auriculopuntura, especialidade da acupuntura.
No Brasil, onde vem se desenvolvendo um sistema próprio de experimentação no Instituto Brasileiro de Acupuntura e Homeopatia - IBRAHO, essa técnica é aprendida e utilizada por terapeutas e profissionais de acupunturaassociada ou não à então denominada acupuntura sistêmica.

Índice

  [esconder

[editar]História da Auriculoterapia

A auriculoterapia têm, desde tempos remotos, relatos de seu uso em vários casos. Hipócrates, considerado o pai da medicina, em seu livro “Geração” relata curas de impotência sexual com pequenas sangrias na orelha. Ao longo dos séculos, encontram-se documentos que relatam de tratamentos semelhantes para diversas doenças.
Em 1637, o médico português Zacutus Lusitanus descreve a utilidade de cauterizações auriculares no tratamento da nevralgia ciática. Valsalva, em 1717, descreve precisamente a região do pavilhão auricular que estava queimando quando o paciente sofria de fortes dores de dente, esta descrição está em seu livro “De Aura Humana Tratadus”. De 1850 a 1857 surgem muitas publicações sobre a eficácia desse método no tratamento da nevralgia ciática.
“A favor dessa prática produz-se um verdadeiro entusiasmo, na verdade bastante efêmero, já que não se podia dar-lhe nenhuma base científica” (PAUL NOGIER], 1998).[carece de fontes]
Em meados de 1950 médicos franceses da região de Lyon começaram a receber pacientes com cauterizações no pavilhão auricular. Os pacientes diziam-se aliviados de nevralgia ciática graças à cauterização.
Um desses médicos era Paul Nogier, intrigado, começou a fazer em casos análogos, a mesma cauterização que parecia tão eficaz. Seus resultados foram surpreendentes tamanha a sedação, que era quase imediata. O Dr. Nogier questionou-se se o pavilhão auricular poderia estar relacionado com outras partes do organismo, mas seus resultados foram infrutosos por muito tempo. Estudando as nevralgias ciáticas, Nogier constatou que um bloqueio da quinta vértebra lombar é causadora freqüente dessa patologia. Então ele supôs que a quinta vértebra lombar correspondia ao local da cauterização no pavilhão. Posteriormente, concluiu que o restante da coluna ficava na continuação daanti-hélice.
Paul Nogier provou seu método partindo da coluna vertebral tratando dores em diversos locais docorpo através do estímulode pontos distintos da orelha, provando que a eficácia do método se confirmava de modo geral. Ele nomeou esse método de Auriculoterapia. A acupuntura auricular é um sistema de diagnóstico e tratamento baseado na normalização da atividade orgânica através da estimulação de pontos que aliviam a dor e melhoram a doença ou disfunção orânica possivelmente através da estimulação da formação reticular e conexões com o sistema nervoso simpático eparassimpático[2].
Segundo Dr. Oleson,[3] psicólogo da Faculdade de Medicina da UCLA os acupunturistas descobriram que os pontos de acupuntura na orelha formam o contorno de um ser humano em miniatura. Segundo Oleson é porque o corpo é um holograma e cada uma de suas partes contém uma imagem do todo. Além da acupuntura no pavilhão orelha, tem se desenvolvido a partir da medicina tradicional chinesa microssistemas de estimulação nas mãos (korio soo ji-chim), no crânio (craniopuntura) e nos pés (podoreflexoterapia).

[editar]A técnica desenvolvida por Paul Nogier

Segundo esta terapia, existe a relação (reflexo) entre regiões determinadas da orelha e órgãos, funções ou regiões do corpo. No caso de um problema em um órgão, como por exemplo o pulmão, uma região específica da orelha (pavilhão auricular) será afetada. Assim, um estímulo nesta região auricular também refletirá no órgão, neste caso, os pulmões.
Foram encontradas referências a auriculoterapia em pinturas egípcias e em textos gregos, mas foi por volta de 1950, que francês Paul Nogier iniciou suas pesquisas nesta área.
Esta técnica se associa à reflexoterapia, a técnica desenvolvida por Nogier não deve ser confundida com o tratamento de acupuntura focada na orelha, que também costuma ser traduzida como auriculoterapia em português.
Na auriculoterapia desenvolvida a partir das pesquisas de Nogier o estímulo é feito através de laser oueletricidade. Não são utilizadas agulhas ou pontos fixos de estímulo.
Raphaël Nogier [4] observa que na prática da auriculoterapia leva-se em consideração duas espécies de pontos:
  • Pontos diretamente relacionados ao sistema nervoso (pontos de pressão) reconhecidos por ficarem doloridos quando um órgão correspondente a esse fica afetado;
  • Pontos do tipo neurohumoral identificados por sua sensibilidade elétrica diferenciada, associados à estruturas neuro - vasculares complexas.

[editar]Diferenças em relação à acupuntura focada na orelha

Mapa de acupuntura auricular do Instituto de Acupuntura e Meridianos de Shangai
A Auriculopuntura se baseia em princípios distintos da reflexoterapia (apesar de muitas semelhanças), associados ao conhecimento dos meridianos trabalhados pelamedicina tradicional chinesa.
Na acupuntura as diversas regiões ou pontos podem ser estimuladas de diversas maneiras, como através deagulhas colocadas por 20 a 30 minutos, ou pequenas agulhas semi-permantentes que podem permanecer por até 5 dias.
São utilizadas também sementes de diversas plantas para massagem dos pontos, sendo a mais utilizada a demostarda.
O mapa auricular é um desenho, foto ou réplica tridimensional na qual localizam-se as áreas reflexas do corpo inteiro. Existem diversos tipos de mapas, associados à escolas de origem (chinesa, francesa, etc) e experiência clínica acumulada, variando o número de pontos mas com poucas divergências essenciais. O padrão é sempre o mesmo e na auriculoterapia têm como referência a visualização do feto invertido intra-útero identificada por Paul Nogier nos mapas tadicionais[5] 

domingo, 4 de março de 2012

ESCOLHA SER GENEROSO. NÃO QUEIRA ESTAR SEMPRE CERTO.

Temos sempre muitas oportunidades de escolher entre a generosidade e a correção. Você sempre terá chances de apontar os erros dos outros, coisas que eles poderiam ter feito de maneira diferente, formas de melhorar. Você terá chance de 'corrigir' outras pessoas, particularmente ou na frente de estranhos. Essas serão, na realidade, oportunidades de fazer o outro se sentir mal, e você pior ainda, no processo.
Sem querer entrar nos meandros psicológicos da questão, o motivo pelo qual nos sentimos tentados a derrubar os outros, corrigi-los, ou mostrar-lhes o quanto estão errados, e nós certo, é que nosso ego acredita, erroneamente, que se apontarmos os erros dos outros, é porque estamos certos e isso nos faz sentir melhor.


Na realidade, no entanto, se prestássemos atenção aos nossos sentimentos imediatamente após derrubarmos alguém, perceberíamos que nos sentimos muito piores do que antes.
Nosso coração, nosso íntimo mais compassivo, sabe perfeitamente que é impossível se sentir bem à custa dos outros.
Por sorte nossa , a verdade é justamente oposta-quando sua meta é ajudar alguém, fazê-lo se sentir bem, partilhar sua alegria, você também amealha as bençãos desses sentimentos positivos...
A melhor forma de praticar é experimentar com a próxima pessoa que você encontrar ser uma pessoa justa escolhendo a caridade, e não a correção, na maior parte das vezes.

ENFERMIDADE


Se a doença o está experimentando, procure unir-se mentalmente à energia Cósmica que lhe penetra o organismo juntamente com o ar que respira, e busque assim o revigoramento e a purificação de todas as suas células.

Se está enfermo, não se impressione.
Qualquer mal, ou aparência de mal, é coisa passageira.
A única essência eterna e real é Deus, que é todo o BEM,  a saúde perfeita, a felicidade integral, a alegria sem sombras.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


CEM ANOS DE ABNEGAÇÃO E RENÚNCIA
Vida e Obra de Adolpho Bezerra de Menezes

Contam-se as tradições do mundo espiritual que, na madrugada do dia 1º de janeiro do ano 1800, ao se apagarem as luzes do século XVIII, foi reunida na psicosfera próxima da Terra uma imensa assembléia, para traçar os destinos da humanidade. Aquela reunião havia sido programada desde há mais de trezentos anos e deveria definir os roteiros dos séculos XIX e XX, inaugurando uma era nova para a humanidade.

Os narradores desse evento asseveram que, naquele momento especial, faziam-se presentes delegações de espíritos que habitavam as mais diferentes nações da Terra. Desde as entidades venerandas que precederam a história dos tempos contemporâneos, como Krisna, Confúcio, Hermes até aqueles que vieram da área Ocidental, preparando o campo do pensamento filosófico: Sócrates, Platão, Aristóteles, e outras personalidades que se encarregaram de examinar a realidade da matéria, como Lucrécio e Demócrito; e a seguir, entidades que precederam o momento grandioso da chegada de Jesus: Salústio, Mecenas, Otávio, Ovídio; e a posteriori, aqueles que participaram da revolução do pensamento cristão, entre os séculos segundo e quarto: Agostinho, Tertuliano, Orígenes, Proclo, que constituíram a ideologia do Cristianismo à luz do platonismo; e a seguir, entidades venerandas que espocaram as luzes da fé em plena noite medieval; até o momento em que se alargam os horizontes do planeta com as conquistas náuticas, com as conquistas da cultura, com as conquistas da arte: Michelangelo, Cabral, Colombo, Henrique de Sagres; e aqueles que estabeleceram as bases de uma revolução ideológica através da renascença, da poesia, da música, como Dante e outros; até os grandes pensadores do século XVIII: Voltaire, Diderot, Montesquieu, todos eles ali estavam representando a cultura, a beleza, a arte, a sabedoria.

Quando a noite esplendorosa, coruscante de estrelas parecem sentir, entidades respeitosas descem na direção da assembléia acompanhada por um coral de vozes que exaltam a Era Nova.

Está à frente a personalidade de Júlio César, o conquistador da África, aquele que reduziu o mundo a um departamento do império romano.

O semblante de César, no entanto, está alterado. Ele agora traz a mente velada por um certo torpor. Ostenta a coroa de mirtos sobre a cabeça e o manto de púrpura, que foi usado por Carlos Magno, quando recebeu das mãos do papa a coroa de governador da Europa.

Logo depois dele, a figura luminosa de Yoshani Huss, com o semblante iluminado pelas perspectivas de uma grande conquista.

Descem ao cenáculo abençoado e, diante de um silêncio espectral, ouve-se uma voz que vem de uma região ignota e que diz, suave e grandiosamente:

- César, deleguei-te a tarefa de preparar a Terra para a tarefa do cristianismo. Convidei-te a abrir os horizontes de Roma para minha chegada. Estabeleci diretrizes dos grandes conquistadores, para que um só idioma se espalhasse pelo mundo. Desde a hora de Alexandre Magno, quando preparou o Mediterrâneo, através da língua grega, e tu preparaste os horizontes da Terra através do latim, mas malograste dolorosamente, mergulhaste no prazer sanguissedento da destruição, e o punhal de Brutus arrebatou-te o corpo em um momento em que te dirigias ao Senado para rogares mais prepotência e mais poder. Hoje eu te coloquei na indumentária de Napoleão Bonaparte para que reúnas os estados Europeus sob o estandarte da paz, a fim de que o meu mensageiro leve à Terra a mensagem que eu tenho embutida nos corações dos homens e que os sentimentos vis entorpeceram, erigindo as manifestações da teocracia, do absolutismo, do abuso. Sei que o mergulho na carne envolve a mente em sombras, mas a ti compete a tarefa de preparar a Terra para ele; o enviado do paracleto, o missionário da terceira revelação.

Nesse momento, João Huss, que fora queimado no século XV, acerca-se de César, na personalidade de Napoleão Bonaparte, e curva-se reverente, e a voz transcendental continua a dizer:

- Ele levará o símbolo da fraternidade. Abrirá os caminhos por onde percorrerão as naves da ciência, e nos seus passos estarão as artes e as literaturas. Mas ele será o embaixador da religião do amor que tem por base a caridade. E se fará igualizar por outros mensageiros de minha confiança para preparar na Terra o advento do reino dos céus.

João Huss levanta-se e, dominado pelas lágrimas, contempla o infinito, de onde vem a voz que ressoa naquele cenáculo abençoado.

As observações penetram nas acústicas das almas e, a pouco e pouco, acercam-se de Napoleão e do Grande João Huss, seres angelicais que terão a tarefa de preparar o advento da Era Nova no planeta terrestre.

À medida que eles sobem ao imenso palanque das exortações, a multidão se levanta, e pétalas chovem de uma região ignota sobre a assembléia transcendental.

No dia 3 de outubro de l804, dois meses depois que Napoleão Bonaparte se consagrou imperador dos franceses, em Notredame, nasce na Terra Hippolyte León Denizard Rivail, que a humanidade passará a conhecer a partir de 1857, sob o pseudônimo de Allan Kardec, que era João Huss reencarnado, para trazer a Doutrina Espírita às almas, inaugurando verdadeiramente um momento grandioso do cristianismo nos corações.

Mas antes que este evento se tornasse realidade, no dia 29 de agosto de 1831, em um lugarejo perdido nas terras áridas do Ceará, chamado Riacho de Sangue, reencarna-se um venerando cristão do século II, que, por amor a Jesus, erguera nas Gálias um lar para crianças órfãs a fim de atrair a figura cruel do seu filho Taciano, que necessitava de ter dulcificado o coração. E ali, então, numa personagem amorosa, ele prepara o advento de salvação para o filho e de doação absoluta à causa de Jesus. Reencarna-se, 1600 anos depois, na pessoa de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante, que deve ser uma das estrelas a perpetuar a mensagem de Allan Kardec na Terra e a fazer que o amor seja realmente a base de todas as afirmações dessa revelação grandiosa que vem confirmar a lei antiga e vem tornar caridosa a mensagem amorosa de Jesus.

Dali de Riacho de Sangue, de uma família modesta, ele demanda Fortaleza, a capital da sua província para fazer os cursos: elementar e ginasial. Mas trazia na alma a fatalidade da conquista dos continentes desconhecidos da alma, e vem agora à capital do Império, à cidade do Rio de Janeiro, onde pretende desenvolver as aptidões do sacerdócio de curar. Jovem, pobre, sonhador e pulcro, chega à corte sem os recursos adequados para poder enfrentar as dificuldades de uma região hostil. Aqueles alienígenas que aportam diariamente na grande metrópole. E através de sacrifícios ingentes, de renúncias incomuns, de lágrima acerbas, o jovem Adolfo Bezerra de Menezes vai colocando marcos de conquistas, passo a passo, da sua escalada gloriosa no rumo da plenitude.

Momentos chegam em que as dificuldades se lhe fazem tão acerbas e dolorosas, que o lume é escasso e o pão alimentar é quase impossível de conquistá-lo. Narra ele, e um de seus melhores biógrafos retrata, que certa feita as dificuldades eram tão graves e a importância a aplicar no seu curso de medicina era tão elevada, que ele estava a ponto de desistir, quando lhe apareceu, mandado pela providência, um jovem que se candidatava a receber aulas particulares de matemática em que ele era um exímio concepcionista, nesta doutrina de abstrações. Ele tinha a certeza que fora a divindade que encaminhara o jovem e negociou naturalmente as aulas que ia ministrar, tendo a agradável surpresa de dar-se conta que o jovem estava preparado para pagá-las por antecipação, e, ao fazê-lo, a importância que lhe colocava em mãos viria a preencher exatamente a lacuna da necessidade, que o teria impedido de levar adiante a sua carreira, que o celebrizaria como médico dos pobres. Posteriormente o jovem nunca mais voltou, e durante toda sua vida isso lhe constituiu um ponto de interrogação, fazendo crer que aquele dinheiro lhe não pertencia, o que o levou a distribuí-lo muitas vezes com os necessitados, como sendo a maneira de devolvê-lo às mãos anônimas e quiçás espirituais que lhe vieram bater à porta no momento da ajuda. Adolfo Bezerra de Menezes celebrizou-se na faculdade de medicina pela inteligência lúcida, pelo raciocínio hábil, mas pela bondade dos sentimentos e do coração.

Consorciou-se com uma dona gentil com quem viria a tornar-se pai repetidas vezes.

E para levar adiante os ideais que incutiu na sua alma, adotou a postura política, representando vários bairros do Rio de janeiro na constituição então vigente; mas sentia que sua alma não estava preparada para as circunstâncias amargas do relacionamento político, para as paixões partidárias, para o jogo arbitrário dos interesses humanos.

Exatamente nessa hora, a partir de 1870, quando se dá a combustão intelectual da Europa, chegam ao Brasil as idéias eloqüentes dos grandes materialistas: o pensamento de Augusto Conte, as idéias de Hegel, as propostas do lirismo, e ele, intelectual, não se podia curvar diante das exigências da doutrina dominante, torna-se livre pensador amando a Deus, mas não se vinculando a nenhuma das doutrinas então em vigência. Espírito aberto, ele tem a oportunidade de ser levado à casa de um jovem médium, que, através da homeopatia, que havia sido lançada recentemente por uma personalidade extraordinária que estivera presente na noite memorável, naquele 1º de janeiro de 1800. Ele percebe que em estado de transe o sensitivo pode realizar o diagnóstico da problemática orgânica e fazer a anamnese do paciente e receitar com absoluta precisão. Ele mesmo submete-se à experiência e os resultados são fascinantes.

Alguém lhe houvera dado oportunamente O Livro dos Espíritos, e certo dia, enquanto viajava no bonde atrelado à burros, dirigindo-se do Centro da cidade ao Bairro da Tijuca, ele abriu eventualmente a obra e começou a lê-la; qual não foi sua surpresa, aquela obra lhe não trazia nenhuma novidade. Ele conhecia aquele conteúdo, era como se diria na linguagem popular espírita sem o saber. Aderiu à certeza da imortalidade da alma, da comunicabilidade do espírito, da reencarnação, da pluralidade dos mundos habitados, e Jesus fascina-lhe a alma, arrebatando-lhe os sentimentos mais nobres, que ele soube entesourar na arca generosa do coração amigo. A partir daquele momento, o Doutor Adolfo Bezerra de Menezes apaixona-se pela revelação Kardequiana.

O movimento espírita das terras brasileiras estava gravemente tumultuado.

Ele era um homem de ciência, mas era também um homem de amor.

Jesus estóico fascina-lhe a alma, qual ocorreria mais tarde a Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, a Pasteur e a outros. Jesus dulcifica-lhe a alma e ele adere ao grupo das místicas.

As criaturas se comprazem em lutar em impor o seu ego de forma apaixonada, esquecendo que aquele que pretende convencer aos outros, psicologicamente diz a psicanálise, é um inseguro. Quem tem segurança não pretende mudar a ninguém. Dá a liberdade de cada um ser o que deseja, mas a si exige-se, ser a cada hora melhor do que o era minutos atrás. Bezerra tem essa certeza e procura ser o conciliador. É convidado a dirigir a Federação Espírita Brasileira, recentemente criada na casa de Elias da Silva, por um grupo de estóicos. As dificuldades reinantes são várias e ele dá o melhor da sua alma de esteta.

A comunicação com Ismael comove-o, através de Frederico Junior, que foi a época o melhor médium do Brasil. (psicofônico, psicográfico, sonambúlico, de efeitos físicos, portador de uma clarividência excepcional). Esse homem amigo é o instrumento das vozes que iluminam a alma de Bezerra de Menezes.

Ele resolve tirar o Espiritismo das paredes sombrias das Casas Espíritas, e vai escrever no jornal "O País", da cidade do Rio de Janeiro sob o pseudônimo de "Max"

A verdade é que ele libera-se do encargo da Federação Espírita Brasileira, mas as lutas humanas fazem-se intestinas: as divisões, as agressões, e Bezerra tornou-se o alvo do campo de batalha de ambas as partes litigantes.

Porém, em um momento de grande dificuldade, Ismael diz: - Batam às portas de Bezerra de Menezes e tragam ele de volta às atividades da F.E.B. Uma comissão é destacada, e vai a Bezerra de Menezes e pede-lhe para que volte ao trabalho de Ismael, e ele teria respondido:

- Sou um homem pacífico. Os meus sentimentos são de amor. Mas para dirigir a Casa de Ismael eu somente aceitarei se me concederem poderes discricionários, se minha palavra não for contestada. No momento da primeira contestação, eu oferecerei o meu cargo e os encargos ao meu contestador. Porque não estou aqui para exercer posição de relevo, mas para servir, e para servir não necessito de cargo pois já tenho os encargos. E o farei, este serviço, em qualquer lugar. Assim volta Bezerra de Menezes à F.E.B em 1895, como o pacificador.

Já era um homem venerando, apesar de uma idade relativamente madura, mas ainda não envelhecido. A sua postura, o seu amor, a sua abnegação e a sua caridade ímpar àqueles favelados da época, dos morros da cidade do Rio de Janeiro, a sua misericórdia, já o haviam elegido "O médico dos Pobres".

Quantas vezes a dor lhe bate à porta de maneira rude; a esposa desencarna e ele fica à sós com uma prole a atender a sustentar, a amar. Uma cunhada devotada que percebe-lhe a dificuldade de administrar a casa e de ganhar o pão, na sua profissão de médico que dava tudo e recebia quase nada, foi residir com ele para ajudá-lo. Meses depois na sua figura notável de homem de bem ele disse:- Não me parece justo que você, sendo uma jovem solteira e bela, venha a ficar na residência de um viúvo. Já que você pode ser a mãe espiritual de meus filhos, (seus sobrinhos) eu a convido para ser minha esposa, e no dia que você me amar poderemos passar a ter uma vida nupcial como recomendam as leis de Deus, e o amor na Terra prescreve. Ela aceita a mão do cunhado, ele consorcia-se pela segunda vez, torna-se pai, as dificuldades cada vez mais dolorosas. Certo dia, para culminá-las, atendia ele na modesta sala, onde receitava a terapia homeopática, quando contemplou uma mãe angustiada que trazia nos braços um filho macérrimo; trêmula, esfaimada, coloca o filho sobre a mesa de exames e diz:

- Está morrendo, Dr. Bezerra! Salve meu filho.

Dr. Bezerra examina a criança e percebe que a doença é uma seqüela da fome. Receita imediatamente e diz:- Desça à farmácia, adquira o produto de imediato e se você seguir a prescrição, seu filho se salvará.

- Então, Doutor, ele vai morrer, porque o nosso problema é comida. Eu irei mendigar com a receita na mão.

Bezerra examina os bolsos, a última moeda ele havia dado ao cliente anterior. Põe as mãos na cabeça e as lágrimas correm-lhe pelos olhos azuis transparentes. A mão esquerda está espalmada sobre a mesa, e naquele momento de grande angústia e expectativa, ele vê a mão, e nota o anel de formatura. Ele era agora tomado de alegria, arranca o anel e diz-lhe:

-Não seja por isso, minha filha, vá à farmácia, entregue o anel ao farmacêutico, compre os remédios e peça-lhe que lhe devolva aquilo que exceder ao preço do medicamento e compre alimentos para seu filhinho e para você.

Ela sai cantando hosanas.

Ele toma do chapéu, desce as escadarias do consultório do primeiro andar e, quando vai pegar o bonde, ele dá-se conta que não tem a moeda mais miserável e mínima para pegar a condução, e para não criar problema no transporte urbano, ele sai da rua sete e vai a pé até a Tijuca, chegando lá avançadas horas da noite exausto, esfaimado, com os filhos e a esposa também padecendo necessidades.

Isso bastaria para definir a grandeza de um homem que deveria estar nos anais do prêmio Nobel da Paz, como aquele que doou tanto que, já não tendo o que doar, doou-se a si mesmo.

Mas no fim do ano de 1899, uma enfermidade pertinaz prostra o grande médico. Ele afasta-se da direção da F.E.B.

No dia 11 de abril de 1900, ele desencarna, deixando na Terra um vazio, que ainda não pode ser preenchido de maneira física, tal a grandeza deste ser espiritual que a Terra recebe periodicamente no mundo para preparar nos corações estabelecimento da figura ímpar de Jesus.

Desencarna Bezerra, o Brasil chora, mas ele não se aparta da alma brasileira; continua a atender este povo a quem ele amou com tanto desvelo.

No ano de 1950, naquele mesmo recinto a que nos reportamos, há uma reunião especial. Aproximadamente cinco mil espíritos, entre encarnados, e desencarnados estão convidados a participar de uma homenagem especial a um apóstolo de Jesus que trabalha nas sombras da Terra.

A reunião é grandiosa. Aquele público imenso que repleta o anfiteatro, que tem a forma greco-romana do passado, está ansioso, quando um coral de duzentas vozes infantis começa a entoar o "Aleluia" de Hendel.

E adentra-se, acompanhado de um séquito de entidades venerandas, Dr.Bezerra de Menezes, em espírito.

A figura ímpar de Dr. Bezerra, acolitado por aqueles seres espirituais iluminados, destaca-se em uma indumentária modesta, que faz recordar o linho Belga usado na Terra. A indumentária de tonalidade pérola, a mão direita apoiada à gola do paletó, a cabeça que se move negativamente como a dizer: - Mas eu não mereço.

O grupo adentra-se e vem à mesa central.

Dr. Bezerra senta-se ao lado do diretor dos trabalhos.

Começa a reunião que homenageia Bezerra pelos 50 anos de atividades nas terras brasileiras como colaborador de Ismael, representante da bondade de Jesus.

Léon Denis, o apóstolo do espiritismo Francês, o grande colaborador e propagador da obra de Allan Kardec, é convidado a saudá-lo em nome dos Espíritos Espíritas Internacionais. E o verbo eloqüente do extraordinário autodidata poeta ressoa na multidão como bátegas de luz caindo suavemente numa sinfonia. As palavras de Léon Denis traz a gratidão dos Espíritas do mundo ao apóstolo do Cruzeiro do Sul.

Bezerra chora, dominado de uma grande emoção.

Terminada a exortação de Denis, é convidado Manoel Vianna de Carvalho para falar em nome da comunidade espírita brasileira. Vianna de Carvalho agiganta-se na tribuna e fala em nome da gratidão da pátria brasileira a este ser que tanto estava fazendo pelo pensamento no país.

Logo depois que Vianna de Carvalho encerra, abre-se aquele horizonte infinito do espaço e um jato de luz tomba sobre a multidão.

Aparece o ser espiritual superior jovem, Celina, a mensageira de Maria, a mãe de Jesus, que abre um livro imenso de luzes e lê para todos, emocionados:

- Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, a mãe de Jesus manda convidar-te para que saias das sombras do planeta terrestre. Ela te oferece no Sistema Solar qualquer um dos astros onde queiras reencarnar. Ela concedeu do Filho a permissão para franquear-te noutra esfera, se necessário fora do Sistema Solar, a oportunidade de crescer de maneira com a misericórdia de Deus, nos rumos do insondável na busca da perfeição.

- Tenho eu a tarefa de apresentar-te a proposta da Senhora, e levar-Lhe o resultado, depois de ouvir-te.

Bezerra de Menezes levanta-se, a multidão está impactada, ele abaixa a cabeça e, com a voz embargada ao erguer a fronte diz:

- Celina, minha filha, eu não mereço nada disso! Se eu merecesse alguma coisa, se alguma coisa me fosse lícito pedir; se houvesse em mim qualquer atributo que justificasse uma solicitação, eu te pediria levares à Senhora o meu requerimento pedindo misericórdia para as minhas imperfeições; e se me fosse lícito pedir algo mais, eu pediria à Maria, a Santíssima, que me facultasse a honra de continuar nas sombras do país verde e amarelo do Cruzeiro do Sul, atendendo aos infelizes, e que, ela não me permitir a graça nunca de sorrir enquanto na terra brasileira alguém estiver chorando; que eu não tenha o direito de ser feliz enquanto os meus irmãos do Brasil estejam angustiados. Então intercede tu, minha filha, junto à nossa Mãe para que ela me permita a caridade de permanecer nas terras do cruzeiro até o momento em que o país saia das sombras.

Celina retorna, as vozes infantis erguem-se, as músicas sucedem-se e, de repente, no céu coruscante de estrelas, uma mão empunhando uma pluma antiga escreve:

- Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, o teu requerimento dirigido à Senhora foi deferido. Ficarás nas terras verde-amarelas do Brasil, nas sombras do planeta, atendendo a dor até o ano 2000, quando terás brindado cem anos de abnegação, de renúncia, de doação total.

A reunião foi encerrada, e Bezerra de Menezes voltou às sombras do país tropical para erguer as almas combalidas, para encaminhá-las a Jesus. Para ensinar que somente o amor dirime quaisquer problemas e dificuldades....

Este é o espírito amoroso que reencarnou em Riacho de Sangue no Ceará, que agora é amado e conhecido mundialmente, e quando ele se comunica, através daqueles que sintonizam na sua faixa de evolução, as lágrimas caem como pérolas dos que o ouvem porque a psicosfera ambiental se transforma.

...Adolfo Bezerra de Menezes, 168 anos depois que mergulhou nas terras sofredoras do Brasil, em nome daquela reunião programada por Jesus a 1º de janeiro de 1800, continua sendo o apóstolo da brasilidade, o anjo bom das nossas vidas, ensinando-nos a fazer com o nosso próximo conforme lhe pedimos que faça conosco. Sugerindo-nos amar àqueles que nos não amam, quanto ele tem amado àqueles que o fizeram chorar.

Ele tem sido a luz que brilha na grande noite, apontando o rumo na direção de Jesus através de Allan Kardec.

E hoje quando a Terra está abatida pelo vendaval e os furacões da discórdia, da inimizade.Quando a violência estruge a chibata do desequilíbrio, destruindo corpos e arrebatando as vidas físicas, urge que peçamos a Bezerra de Menezes para que interceda junto à Maria, a fim de que ela peça a Jesus piedade para a Terra; piedade para os homens e as mulheres do mundo; para que Ele, o Mestre de Nazaré, diga ao Pai:

- Perdoa-lhes meu Pai, pois eles não sabem o que fazem.

Nesta hora de tantos problemas, sejamos nós aqueles que juntamos, não aqueles que espalham. Sejamos pessoas pontes que ligam abismos e não pessoas paredes que dificultam o passo. Sejamos aqueles que se doam e não aqueles que tomam.

Amemos as pessoas e usemos as coisas, para não amarmos as coisas e usarmos as pessoas.

Consideremos as criaturas, sem as ter na condição de descartáveis para não produzirmos danos nas almas, lesões nas almas.

Divulguemos o Espiritismo ao mundo. Ensinemo-lo corretamente. Quem o aplique indevidamente é problema de sua consciência.

Que tenhamos a consciência de fazer melhor, de realizar o mais corretamente o conteúdo, mas que haja por base a recomendação do Espírito de Verdade:

- Espíritas, amai, este é o primeiro mandamento; e instruí-vos para que a Terra de amanhã seja em verdade a Jerusalém libertada.

Para que possamos tomando as mãos dizer: - Senhor, nós queremos bendizer-Te o nome, agradecer-Te a alegria e a honra de amar-Te!

- Senhor, esperamos que chegue o dia em que o sol da nova era esteja esplendoroso, e as rosas estejam fitando os lares, voltadas para dentro de casa. E a natureza, enriquecida de festa, seja um poema de ternura. E a dor, a tristeza, a amargura, saiam dos anais da humanidade em nome da Tua lição de liberdade.

- Senhor, neste momento, pois, vem ter conosco e permita que o teu apóstolo Bezerra, tomando das nossas mãos, possa dizer: - Venha comigo, Jesus está chamando, e nos Teus braços, amigo, possamos repousar. Muita paz! (Palestra proferida por Divaldo Pereira Franco em 1999).
 ·  · Compartilhar · há 10 horas

Amor Além da Vida.


Oração ao meu Anjo da guarda

Por Amor, eu venho em Oração
Meu Mentor, meu Anjo da guarda Irmão
Me conduza por caminhos estreitos
Me ajuda encontrar meu defeitos
Me intua para o lado do Bem,
E da Boa Ação.

Minha Fé, declaro nesta Oração
Muita Fé, meu Anjo da guarda Irmão
Me acompanha pelas ruas escuras
Me aponta onde há água mais pura
Me responde quando eu perguntar,
sobre a minha razão.

Meu Anjo, é longa a escalada
E nesta caminhada
Une TU e eu
Vamos, redobrar Esperanças
Essa Perseverança
É Aliança com Deus.

Protetor, segura na minha mão
Com Amor, continuar a missão
Por momentos de rara beleza
Por momentos de plena certeza
Por momentos que se ouve bem
clara, a voz do Coração

sábado, 7 de janeiro de 2012

Irma de Castro (Meimei)  

Espírito altamente amoroso e culto, que se tem dedicado mais particularmente à assistência à infância, manifesta-se, quase sempre, inundando o ambiente em suave e delicioso aroma de flores, mais particularmente rosas.
Seu nome, quando encarnada na terra, era Irma de Castro. Viveu de 22 de outubro de 1922 a 01 de outubro de 1946. Nasceu na cidade mineira de Mateus Leme e desencarnou em Belo Horizonte.
Manifestou precocemente acentuada inteligência, meiguice, modéstia e amor às letras. Era de beleza invulgar.
Tinha quatro irmãos: Ruth, Alaíde, Danilo e Carmem e ficou órfã de pai (Adolfo Castro) com apenas 5 anos. Sua mãe era D. Mariana de Castro.
Apesar de seu enorme amor aos estudos, por motivos de saúde, teve de abandonar o Curso Normal no segundo ano (Escola Normal de Itaúna).
Mais tarde, com sua irmã Alaíde, transferiu-se para Belo Horizonte para trabalhar e lá conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 anos de idade. Apesar de muito querer um filhinho que lhe viesse abençoar o lar, isto não foi possível.
O problema que muitas vezes antes se manifestara nos rins (nefrite) irrompeu com muita força, a ponto de lhe cegar uma das vistas e ela desencarnou, dois anos após o enlace.
O esposo, bastante abatido, procurou a Francisco Cândido Xavier, e este, que morava na cidade de Pedro Leopoldo, recebeu uma mensagem dela em que assinava Meimei, fato que todos ignoravam, já que este nome carinhoso só era do conhecimento do casal. Arnaldo tornou-se então um colaborador do Chico e fundou o Centro Espírita Meimei. 
Logo depois, seu espírito já esclarecido começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, e prossegue nessa linda missão de esclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas, que têm se espalhado por todo o Brasil e até além das nossas fronteiras.
Seu nome "MEIMEI" (expressão chinesa que significa "amor puro"), agora tão venerado como um "Espírito de Luz", foi lhe dado em vida, carinhosamente, pelo esposo ARNALDO ROCHA.

Pequeno complemento extra:
-----------------------------------
O nome Meimei, e uma expressão chinesa, que em sua tradução livre significa Amor Puro que foi dado em vida carinhosamente pelo esposo Arnaldo Rocha. 
E já denotando em vida seu Espírito de Luz, há um fato interessante ocorrido no dia de seu casamento, onde um mendigo apareceu à porta maltrapilho, sujo e cheirando mal, que se aproximando dela pede: Moça, me dá uma esmola... Meimei, porém, aproximando-se do mendigo responde: Moço, eu nada tenho no momento. Nem bolsa tenho. A única coisa que lhe posso dar é um beijo... E amorosamente o abraça e o beija.

sábado, 12 de novembro de 2011

A vida é um teste. É apenas um teste.

Um dos meus dizeres favoritos é o seguinte:"A vida é um teste. É apenas um teste. Se esta vida fosse pra valer, você teria sido instruído sobre aonde ir e o que fazer." Todas as vezes que penso nesta frase sábia e humorística, me conscientizo de que não devo levar minha vida tão à sério.
Quando você olha para a vida com seus inúmeros desafios, como se não passasse de um teste, você começa a ver cada problema que enfrenta como uma oportunidade de crescimento, uma oportunidade de treinar boxe em sacos de areia.Mesmo que você tenha sido bombardeado com problemas, responsabilidades, exigências insuperáveis, quando você os encara como parte de um teste, suas possibilidades de ser bem-sucedido superam, e muito, seus desafios. Se, por outro lado, você encara cada novo problema como uma batalha cruenta a ser ganha em nome da sobrevivência, estará se preparando para uma jornada acidentada. Você só se sentirá feliz quando tudo estiver a contento. E todos sabemos com que rara frequência isso ocorre.
Tente aplicar essa ideia, a título de experiência, a alguma coisa que você seja forçado a enfrentar.Você talvez esteja às voltas com um adolescente difícil ou um patrão excessivamente exigente.Veja se consegue redefinir a questão com que você está lidando, de "problema" para simples teste.Ao invés de se debater com questão,veja se existe algo a ser aprendido a partir dela. Faça a seguinte pergunta:" Por que esta dificuldade surgiu em minha vida? O que significa e o que seria necessário para superá-la? 
Será que eu poderia encarar esta questão de maneira diferente? Será que posso encará-la como um teste de algum tipo?
Se você experimentar esta estratégia, ficará surpreso ao descobrir reagindo diferentemente ao estímulo.Eu, por exemplo, costumava me debater com minha percepção de que não dispunha de tempo suficiente. Costumava correr para lá e para cá, tentando dar conta de tudo ao mesmo tempo.Culpava minha agenda, minha família,as circunstância, e tudo que conseguisse, pela minha carência.Então, algo despertou em mim, se eu quisesse ser feliz,meu objetivo não deveria necessariamente ser organizar minha vida de forma tão perfeita que eu pudesse ter mais tempo, ms, ao contrário, perceber que eu poderia atingir um estágio em que me sentisse bem não tendo alcançado a perfeição.Em outras palavras, meu desafio real era avaliar minha luta como um teste, perceber esta questão como um teste me ajudou a lidar com uma das minhas frustrações pessoais.Eu ainda luto qui e ali, contra minha notória falta de tempo, mas menos do que costumava fazer.Tornou-se bem mais aceitável, para mim, admitir as coisas como elas são.

sábado, 8 de outubro de 2011

Experiência com o bico de gás lá do fundo.

Seu bico de gás lá do fundo é uma ferramente para recordar um fato ou promover um insight. É uma maneira eficaz e simples de usar a mente quando você começa a ficar estressado.Usar seu bico de gás lá do fundo particular significa permitir à sua mente resolver um problema, enquanto você está ocupado fazendo outra coisa, no momento presente.
O bico de gás lá do fundo de sua mente funciona da mesma maneira que  bico de gás lá do fundo de seu fogão. Quando está em fogo baixo, o processo de cozimento mistura, refoga e doura, processando os ingredientes numa refeição saborosa.A preparação da comida começa quando colocamos os vários ingredientes na panela, misturamos, e os deixamos cumprindo a sua tarefa.Na maior parte dos casos, quanto menos você interferir, melhor será o resultado.
De maneira muito semelhante. podemos resolver boa parte dos problemas de nossa vida(graves ou não), ao alimentar o queimador de nossa mente com uma lista de problemas, fatos e variáveis, e suas possíveis soluções.Do mesmo jeito que preparamos uma sopa ou molho, os pensamentos e ideias com que abastecemos o queimador de nossa mente devem cumprir um certo tempo, sozinhos, para cozinhar bem.
Quer você esteja lutando para resolver um problema, quer apenas não se lembre do nome de uma pessoa, o bico de gás lá do fundo está sempre disponível para ajudá-lo. Ele será capaz de colocar à sua disposição uma fonte calma, suave e muitas vezes inteligente de pensamentos prontos a solucionar assuntos para os quais não temos respostas imediatas.O queimador de fundo não é uma receita de recusa ou adiamento. Em outras palavras, embora você queira por os problemas no queimador de fundo, você não deseja na verdade desligá-lo. O que você quer é ganhar tempo com este problema, sem ser obrigado a analisá-lo ativamente. Esta técnica simples vai ajudá-lo a resolver muitos problemas e a reduzir imensamente seu estress e esforço diário.